
Filho de família rural que migrou para a cidade, Dário nasceu e cresceu no bairro João Pinheiro, região Noroeste de BH. Estudou em escola pública, se formou em Filosofia na UFMG e em técnica em eletrônica no CEFET-MG.
Essa mistura virou método. Trabalhou com automação industrial, integrou a equipe de ignição de foguetes no Centro de Lançamento de Alcântara, passou a década de 90 em Londres construindo tecnologia para a BBC e voltou para assessorar a UFMG. Virou, na prática, um hacker social: alguém que usa tecnologia e filosofia para mexer na estrutura.
Antes de qualquer campanha, Dário já ocupava a política.
Em 2008, ajudou a criar o SELEX, projeto com oficinas de arte, educação e tecnologia com adolescentes em medidas socioeducativas. Essa experiência moldou a sua leitura sobre punitivismo e racismo estrutural, e é a raiz do compromisso com o fim da guerra às drogas que ele carrega até hoje.
Nos anos 2010, foi parte de movimentos contra as políticas de privatização do então prefeito Márcio Lacerda. As mobilizações foram importantes para reerguer o carnaval de rua de Belo Horizonte.
Em 2015, foi um dos fundadores da Muitas: A Cidade que Queremos. O movimento propôs candidaturas coletivas para que representantes de movimentos sociais ocupassem cargos políticos, e ajudou nas eleições de Áurea Carolina e Cida Falabella.
Desde 2017 é assessor parlamentar, e já passou pelos mandatos de Áurea Carolina, Cida Falabella, Iza Lourença, Bella Gonçalves e Andreia de Jesus. Hoje assessora a Gabinetona na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Nas redes sociais, Dário construiu um dos maiores canais do país sobre política de drogas, com mais de 50 mil pessoas alcançadas. Quando a censura bateu e derrubou seus perfis, ele respondeu na justiça, com base na ADPF 187/2011 do STF, que reconhece a defesa da legalização como livre manifestação do pensamento.

2016
Primeira candidatura pelo PSOL. A experiência no SELEX já tinha deixado claro: a guerra às drogas é uma questão estrutural.
2018
Neste ano, as redes sociais bloquearam anúncios da campanha por "apologia às drogas", padrão que se repetiu nas campanhas seguintes.
2020
Campanha em plena pandemia, sem rua, com o TikTok apagando seu perfil no meio do processo. Terminou a eleição internado com Covid. Mesmo assim, cresceu.
2022
Estreia surpreendente. Foi quando Dário virou referência nacional na luta pela legalização, e é a base sobre a qual em 2026 se constrói.
2024
Levou a Maconha no SUS para a disputa municipal, mostrando que a pauta cannábica também é pauta de saúde na cidade.
2026
Hoje, Dário é candidato a deputado federal por Minas Gerais. A maconha segue como porta de entrada para propostas que alcançam vários campos sociais. Saúde, economia, meio ambiente e segurança pública são os principais, mas a pauta não para aí: tarifa zero no transporte, fim da escala 6x1 e luta antimanicomial também estão na agenda.